Fao alerta sobre o aumento da degradação do solo no mundo

Edição do dia 24 de Fevereiro de 2018

Por ocasião do Dia Mundial do Solo, no último 5 de dezembro, a FAO, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, fez um alerta sobre o aumento da degradação dos solos, que ocorre devido a práticas inadequadas de manuseio da terra no Brasil e no mundo. 33% dos solos globais estão degradados, de acordo com a FAO. Segundo estimativas, mais de dez milhões de pessoas já abandonaram seus países de origem devido a questões ambientais, que vão do desmatamento à seca e erosão.

A agência da ONU lembra que uma terra de qualidade é vital para garantir as condições produtivas adequadas de diferentes sistemas agrícolas e florestais.

O cultivo no Brasil, entre pastagens, grãos, cana de açúcar, reflorestamento, fruticultura, entre outros, atinge em torno de 270 milhões de hectares.

A estimativa, segundo o pesquisador da Embrapa, Djalma Martinhão, é de que em 90 milhões de hectares já há o início ou algum processo de degradação. E, de acordo com ele, isso acontece pelo uso inadequado da tecnologia. “Quando não usado de forma adequada, o solo vai se degradar com o passar do tempo”, diz ele.

Na América Latina e no Caribe, a FAO promove a conservação dos solos utilizados nas culturas de algodão.

O projeto Regional +Algodão, parceria do governo brasileiro com a FAO, e que mobiliza outros seis países da América Latina, atua na preservação e uso sustentável dos solos.

O projeto capacita agricultores familiares, com cursos e formações, realiza encontros que divulgam boas práticas e põem em contato os pequenos produtores e os técnicos de instituições nacionais.

Além disso, promove atividades para pesquisadores, técnicos, estudantes de nível técnico e de escolas agrícolas. As atividades em campo têm apoio da EMBRAPA, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, e da EMATER Paraíba, Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural.

VEJA TAMBÉM